Há alguns dias assisti uma palestra da jornalista Ana Paula Padrão, que parece estudar a inserção da mulher no mercado de trabalho antes mesmo desse tema ter se tornado usual.

Ela mencionou dados interessantes sobre a realidade feminina brasileira, como, por exemplo, o fato de movimentarmos R$ 1,8 trilhão, da nossa renda ter crescido 83%, e de sermos responsáveis por essa mesma porcentagem nas decisões de consumo das nossas famílias.

Acredito que desde que meu filho nasceu eu vivo o mesmo dilema que talvez a grande maioria das mulheres sente com relação a conciliar a maternidade e o trabalho. É provável que tenha sido assim desde sempre. O fato é que ainda hoje 28% das mulheres deixam o mercado formal de trabalho depois da maternidade.

Foi reconfortante ter acesso a uma pesquisa que revela que filhas de mães que trabalham têm mais anos de estudo, mais chances de conseguir bons empregos e ganham salários mais altos. Ao mesmo tempo, filhos de mães que trabalham tornam-se melhores pais, mostram-se mais capazes de assumir tarefas domésticas e a criação dos filhos, além de considerar natural a mulher trabalhar e ter autonomia.

Sinto-me feliz por fazer parte dessa população que batalha, mas que não abdica de educar os filhos e procurar dar um bom exemplo. Se você está pensando em voltar para o mercado de trabalho, sabemos que o momento é dos mais desafiadores. Entretanto, lembre-se de que essa escolha poderá trazer fortes impactos para você no futuro, e também para o futuro dos seus filhos.