Sou uma consumidora voraz de vídeos do TED. Admiro a maneira como as pessoas conseguem resumir ideias tão brilhantes, de maneira didática e em pouco tempo. Um que chamou minha atenção recentemente foi o da “Özlem Cekic – Why I have coffee with people who send me hate mail” – link: www.ted.com/talks/ozlem_cekic_why_i_have_coffee_with_people_who_send_me_hate_mail

Ela nasceu na Turquia, vive na Dinamarca e foi eleita para uma posição no Parlamento, o que gerou mensagens odiosas de muitas pessoas por conta da sua origem. Um dia seu filho perguntou: “como a pessoa te odeia tanto se ela nem te conhece?”

A partir daí ela decidiu contatar a pessoa que mais lhe escrevia. Foi até sua casa e ficou decepcionada, porque percebeu que eles eram muito mais parecidos do que ela imaginava. Desde então – há oito anos – ela criou o #dialoguecoffee. Ela agenda todos os encontros na casa da pessoa, para mostrar que confia nelas. Ela sempre leva comida. E na conversa costuma perguntar: o que você pode fazer quanto à queixa que me trouxe? As pessoas normalmente defendem que não tem poder e influência para fazer nada.

O convite à reflexão que ela traz é que quase todos nós “demonizamos” alguém em nossa vida. Qual a probabilidade de encontrarmos uma pessoa no nosso trabalho que nem ao menos conhecemos direito, mas que já “decidimos” não gostar? Imagine se cada pessoa fizesse o movimento de contatar quem não lhe agrada, ouvi-la deixando o julgamento fora da conversa e buscar alguma conexão mais positiva?

Özlem defende que uma ponte não pode ser construída em um dia. Mas vamos combinar que um precipício a gente consegue rapidamente, e muitas vezes sem volta. Pense em quem você poderia procurar para fazer uma experimentação. E fique à vontade para compartilhar suas impressões nas nossas redes sociais.

Alena de Castro